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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Sacolinha é o escritor convidado para o Sarau na Galeria - Edição de Agosto

Sacolinha, ou Ademiro Alves de Sousa, tem 31 anos, nasceu na cidade de São Paulo, é formado em Letras pela Universidade de Mogi das Cruzes e é o escritor convidado do  Sarau na Galeria - Edição de Agosto 

Sacolinha é escritor, autor de romances e livros de contos e completou em dezembro de 2012, dez anos de carreira literária recebendo vários prêmios por seus livros e seus projetos. 

Em sua trajetória já esteve em programas de televisão como Jô (TV Globo), Provocações, Metrópolis e Manos e Minas (TV Cultura). 

Trabalhou na secretaria de cultura do município de Suzano por oito anos (2005 à 2012), onde desenvolveu centenas de projetos de incentivo à leitura e de divulgação dos novos escritores, com destaque para o 1º Salão Internacional do Livro de Suzano. Trouxe para a cidade escritores como Ariano Suassuna, Marcelo Rubens Paiva, Ignácio de Loyola Brandão, Moacyr Scliar, Paulo Lins, Antônio Skármeta, Fernando Gabeira, entre outros. 

Nos últimos anos tem viajado pelo país fazendo palestras e ministrando oficinas, principalmente em lugares vulneráveis e não muito comuns para eventos literários, tal como cadeias, penitenciárias federais, favelas, morros e associações de moradores. 

Recentemente prestou serviços para a UNESCO e para o Ministério da Justiça no projeto “Uma janela para o mundo – Leitura nas Prisões” nas Penitenciárias de Segurança Máxima. 

Em 2013 a editora carioca Aeroplano, lançou o livro "Como a água do rio" biografia e trajetória do escritor Sacolinha.

Contato:



Facebook: Escritor Sacolinha

"Os Invalvulávies" é a banda convidada do Sarau na Galeria - Edição de Agosto


Algumas bandas conquistam ouvintes pela formal beleza, quando o primeiro contato com a música é revelado por acordes límpidos, vozes doces, arranjos rebuscados. 

Outras pela estranheza, beleza imbuída em máscara, enigma, mistério – quando assim, ruído, dissonância, rouquidão –, e há, ainda, quem conquiste pela insistência. 

A banda Os Invalvuláveis anda me conquistando pela mistura de ambas as coisas.

Você ri demais, Lygia. Advertia Clarice Lispector, num encontro internacional de escritores. Ninguém leva a sério um escritor que vive sorrindo. E na música, levamos a sério as bandas que gargalham, por via da ironia, os seus versos e sons quentes de escárnio e deboche? Raul Seixas, Mutantes, Tom Zé, Blitz, Titãs, Ultraje a Rigor, Júpiter Maçã e A caravana do delírio, de uma forma ou de outra, passearam esteticamente pela linha tênue que é a canção – seja mais experimental, ou acentuadamente pop – que flerta com o humor: rock é diversão, sabemos. 

Às vezes, é muito mais na canção taxada de ‘engraçadinha’ que se dá uma reflexão mais profunda sobre as relações entre arte e sociedade.

É preciso educar o ouvido à ironia, à música que não transmite uma ‘mensagem direta’, mas reflete em seus sons e versos, através de experimentos, uma forma rica e inovadora de criação musical. É isso, que ainda em início, em processo de maturação, fazem os músicos Duda (guitarra e vocal), Raphael (baixo) e Marcelo (bateria). 

Com dois EPs lançados, sendo o último, Os Invalvuláveis no Sanatório do Dr. Francisco, é possível colocá-los no meio da canção que dialoga com uma geração de bandas que fizeram, e continuam fazendo, pílulas contra o tédio, a favor da música que pede um ouvir além. Sem receios do riso, Clarice. Sem receios. 

          (Júlio Rennó. Blog Outros Críticos)